É isso
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Essa indefinição que insiste e persiste.
É não saber de onde vem.
É inchar tanto, a ponto de sufocar a infinita beleza de tudo.
É o sol que comparece diariamente, mas há dias em que não dá pra ver.
É irônico, egoísta e desnecessário.
É a amnésia, a apatia, a moléstia.
É uma fraqueza que deixa entrar o desequilíbrio.
É a fé escondida, embora seja imensa. (É que o buraco é grande.)
É injusto, feio, antiquado.
É uma alegria melancólica, mesmo assim, verdadeira.
É raro, mas poderia ser único.
É querer demais, eu sei que é gula. (É que gula é pecado.)
Mas apesar de tudo, além de tudo, acima de tudo.
É um tesouro.
É riqueza que não dá pra comprar.
É coisa minha.
Porém… Há sempre um porém.
28/06/2010
Da Olivetti 73


Tiago Moralles escreveu em 30/06/2010 @ 16:38
É isso e ponto.