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	<title>Janelas e Quintais &#187; Da Olivetti 73</title>
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	<description>Só mais um blog do WordPress</description>
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		<title>A estrela de Emmanuel</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2010 20:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Olivetti 73]]></category>

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		<description><![CDATA[
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estrela Natal – Sérgio Perêre
Voa menino, voa
pra sua estrela natal
Voa menino, voa
por cima do temporal
Sei da saudade que sente do tempo, do coração
Vejo o lamento que mora na sua canção
Eu também tive um sonho que passou
Também sou feiticeiro e cantador
Eu também ouço histórias na voz do tambor
Voa menino, voa
pra sua estrela natal
Voa menino, voa
por cima [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/08/pequeno_principe_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-499" title="pequeno_principe_02" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/08/pequeno_principe_02.jpg" alt="" width="300" height="386" /></a></em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
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<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Estrela Natal – Sérgio Perêre</em></strong></p>
<p><em>Voa menino, voa<br />
pra sua estrela natal<br />
Voa menino, voa<br />
por cima do temporal</em></p>
<p><em>Sei da saudade que sente do tempo, do coração<br />
Vejo o lamento que mora na sua canção<br />
Eu também tive um sonho que passou<br />
Também sou feiticeiro e cantador<br />
Eu também ouço histórias na voz do tambor</em></p>
<p><em>Voa menino, voa<br />
pra sua estrela natal<br />
Voa menino, voa<br />
por cima do temporal</em></p>
<p><em>Sei dos seus sonhos perdidos nos olhos da mãe do luar<br />
Conheço o amor infinito que deixou por lá<br />
Eu também tive um rio que secou<br />
Também sou guerreiro e sonhador<br />
Eu também sei cantar pra não gritar de dor</em></p>
<p><em>Voa menino, voa<br />
pra sua estrela natal<br />
Voa menino, voa<br />
por cima do temporal</em></p>
<p><em>Eu também tive um sonho que passou<br />
Também sou feiticeiro e cantador<br />
Eu também ouço histórias na voz do tambor</em></p>
<p><em>Eu também tive um rio que secou<br />
Também sou guerreiro e sonhador<br />
Eu também sei cantar pra não gritar de dor</em></p>
<p>Embora a razão diga que é meu dever puxar seus pés para o chão, minha alma insiste em cantar uma canção pra te fazer voar. Porque quero que você voe, voe alto, voe longe, pra bem longe da maldade.</p>
<p>Há em sua vida uma batalha, com tantas armas, culpas e dores herdadas, eu sei. Há tantas chagas  no seu destino, tantas pedras sob seu caminhar, eu sei. Sei que vim aqui para curar-te. Vim para trazer-te um copo d’água fresca, uma folha de bálsamo, vim para “amaciar dureza”.</p>
<p>E se houve de tanto amar-te, hei também de cuidar-te, pois desconheço esse amor severo, responsável e maduro sobre o qual tanto me dizem.</p>
<p>Meu amor é diferente, é livre, aquele amor de todo dia, de toda hora, que se manifesta em qualquer lugar. É maçã-do-amor. Doce, bobo, barato, lúdico.</p>
<p>É um amor-criança, por isso, não me ensina o que dizer, quando dizer, porque dizer. Não ensina a educar-te, ao contrário, convida a brincar contigo somente.</p>
<p>Só me deixa abrir os braços e receber-te. Receber-te sempre e sempre bem. Amor “com H”, hospitaleiro e humilde. Um amor que tudo perdoa, tudo releva, tudo suporta e ainda brinca de roda. E que às vezes se vira contra mim, sim, mas jamais incita desejo de vingaça, jamais cogita recuar, pular do barco.</p>
<p>De onde vem esse amor, há mais tanto amor! Nem imaginas! Nem eu imagino! Há uma nascente abundante de amor, que se fez em algum ponto do espaço-tempo e desde então não mais parou de cavar leito, formar rio, desaguar oceano.</p>
<p>Tive certeza, é esse amor-menino que me segue! Ele que vem comigo, pendurado na barra da saia. É um menino seu, um menino meu, é você menino em mim.</p>
<p>Filho? Não sei se é. Irmão. Sei que é sangue do meu sangue e que, por algum motivo adormecido, te entendo quando ninguém mais entende e volto para te buscar quando todos decidiram partir.</p>
<p>Por esse amor eu perco o mundo e até me perco, mas não o perco de vista nem sob o mais violento temporal.</p>
<p>Porque esse amor nos leva a voar acima das nuvens, passando por cima de tudo, eu e você&#8230; Asa da minha asa.</p>
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		<title>Renascença</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 23:38:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Olivetti 73]]></category>

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		<description><![CDATA[
Imagem: http://beautyineverything.com/4804563640
Uma nova brisa chega mansa e entra pelas frestas da janela com os primeiros raios da manhã. É o anúncio de um tempo mais brando, sim, são as nuvens se dissipando para mostrar que acima tem azul e tem sol, um sol amarelo e quente.
É o pai guerreiro surgindo de trás da lua, cobrindo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/blog.jpg"></a><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/blog.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-476" title="blog" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/blog.jpg" alt="" width="428" height="640" /></a><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/rosas.jpg"></a></p>
<p>Imagem: <a href="http://beautyineverything.com/4804563640">http://beautyineverything.com/4804563640</a></p>
<p>Uma nova brisa chega mansa e entra pelas frestas da janela com os primeiros raios da manhã. É o anúncio de um tempo mais brando, sim, são as nuvens se dissipando para mostrar que acima tem azul e tem sol, um sol amarelo e quente.</p>
<p>É o pai guerreiro surgindo de trás da lua, cobrindo com seu manto de estrelas-guias o céu da noite. É o céu da noite se transformando em mapa diante dos olhos que se erguem. E nele cada ponto cintilante não é só coordenada, mas o próprio tesouro.</p>
<p>É porta que se abre, com sal grosso à esquerda de quem sai e caminho de flores à direita de quem entra. É tapete de rosas brancas, é atmosfera incensada, leve e perfumada. É benção de Sant’Ana  para  uma nova etapa que começa bem-aventurada. É chuva que cai na terra, é a lama, é a lama, é a vida que brota da lama.</p>
<p>É uma nova casa mental que se constrói de tijolinhos de barro, bem vermelhos e com cheiro de terra molhada.</p>
<p>É rosário de contas coloridas entre negros e calejados dedos. É “Bença, vô. Bença, vó”. É “Deus abençoa, filha”. É amém.</p>
<p>Amém.</p>
<p>E que assim seja.</p>
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		<title>Quando crescer, quero ser</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 16:18:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Olivetti 73]]></category>

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		<description><![CDATA[Não diria que os escritores são “arquitetos da palavra”.
Pelo menos não aqueles a quem leio.
Não, suas palavras não se concretizam em textos.
Nada têm de lineares, sólidas ou funcionais.
Ao contrário, flutuam, transcendem, se metamorfoseiam.
Têm a serventia que lhe atribuem o olhar, o coração e o sentimento dos que as contemplam.
São da ordem dos ventos, da linhagem dos beija-flores.
Não, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/1169097360_caiofernando.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-443" title="1169097360_caiofernando" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/1169097360_caiofernando-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-442" title="20080424-guimaraes6" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/20080424-guimaraes6-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/adelia-prado.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-444" title="adelia prado" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/adelia-prado-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Affonso.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-446" title="Affonso" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Affonso-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cecilia-meireles.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-448" title="cecilia-meireles" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cecilia-meireles-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/clarice-lispector-2.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-449" title="clarice-lispector-2" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/clarice-lispector-2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/pessoa03.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-450" title="pessoa03" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/pessoa03-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/quintana.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-451" title="quintana" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/quintana-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/rubem-alves.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-452" title="rubem-alves" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/rubem-alves-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/saramago21.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-453" title="saramago21" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/saramago21-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/machado.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-455" title="machado" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/machado-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Carlos_Drummond_de_Andrade2.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-447" title="Carlos_Drummond_de_Andrade2" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Carlos_Drummond_de_Andrade2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Não diria que os escritores são “arquitetos da palavra”.</p>
<p>Pelo menos não aqueles a quem leio.</p>
<p>Não, suas palavras não se concretizam em textos.</p>
<p>Nada têm de lineares, sólidas ou funcionais.</p>
<p>Ao contrário, flutuam, transcendem, se metamorfoseiam.</p>
<p>Têm a serventia que lhe atribuem o olhar, o coração e o sentimento dos que as contemplam.</p>
<p>São da ordem dos ventos, da linhagem dos beija-flores.</p>
<p>Não, não cometa o disparate de lhes atribuir essa profissão.</p>
<p>Seu ofício é viver e sentir, escrever a vida e os sentimentos na total plenitude de sua desconstrução.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>É isso</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 02:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Olivetti 73]]></category>

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		<description><![CDATA[
Foto: http://www.fotolog.com.br/sonriemeee/81425639
Essa indefinição que insiste e persiste.
É não saber de onde vem.
É inchar tanto, a ponto de sufocar a infinita beleza de tudo.
É o sol que comparece diariamente, mas há dias em que não dá pra ver.
É irônico, egoísta e desnecessário.
É a amnésia, a apatia, a moléstia.
É uma fraqueza que deixa entrar o desequilíbrio.
É a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/06/1276998146909_f.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-428" title="1276998146909_f" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/06/1276998146909_f.jpg" alt="" width="420" height="500" /></a></p>
<p>Foto: <a href="http://www.fotolog.com.br/sonriemeee/81425639">http://www.fotolog.com.br/sonriemeee/81425639</a></p>
<p>Essa indefinição que insiste e persiste.</p>
<p>É não saber de onde vem.</p>
<p>É inchar tanto, a ponto de sufocar a infinita beleza de tudo.</p>
<p>É o sol que comparece diariamente, mas há dias em que não dá pra ver.</p>
<p>É irônico, egoísta e desnecessário.</p>
<p>É a amnésia, a apatia, a moléstia.</p>
<p>É uma fraqueza que deixa entrar o desequilíbrio.</p>
<p>É a fé escondida, embora seja imensa. (É que o buraco é grande.)</p>
<p>É injusto, feio, antiquado.</p>
<p>É uma alegria melancólica, mesmo assim, verdadeira.</p>
<p>É raro, mas poderia ser único.</p>
<p>É querer demais, eu sei que é gula. (É que gula é pecado.)</p>
<p>Mas apesar de tudo, além de tudo, acima de tudo.</p>
<p>É um tesouro.</p>
<p>É riqueza que não dá pra comprar.</p>
<p>É coisa minha.</p>
<p>Porém&#8230; Há sempre um porém.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>É a vida nesse meu lugar&#8230; É a vida</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 19:02:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Olivetti 73]]></category>

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		<description><![CDATA[Chegar e logo partir.
Estar e ao mesmo tempo não estar.
Corpo presente e alma a voar, ausente.
Não saber para onde vou.
E por isso, caminhar, caminhar e não chegar a lugar algum.
Zonza de tanto andar em círculos.
Essa sou eu, indecisa como o quê.
Perdida feito passarinho caído do ninho.
Camélia que caiu do galho e continua viva a suspirar.
Ovelha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/06/despedida.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-414" title="despedida" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/06/despedida.jpg" alt="" width="314" height="420" /></a>Chegar e logo partir.</p>
<p>Estar e ao mesmo tempo não estar.</p>
<p>Corpo presente e alma a voar, ausente.</p>
<p>Não saber para onde vou.</p>
<p>E por isso, caminhar, caminhar e não chegar a lugar algum.</p>
<p>Zonza de tanto andar em círculos.</p>
<p>Essa sou eu, indecisa como o quê.</p>
<p>Perdida feito passarinho caído do ninho.</p>
<p>Camélia que caiu do galho e continua viva a suspirar.</p>
<p>Ovelha desgarrada, longe do rebanho.</p>
<p>Esse tem sido meu destino.</p>
<p>Com o acaso sempre a me esperar.</p>
<p>Não vejo a hora, não sei de quê, mas não vejo a hora.</p>
<p>Disso tudo parar, disso tudo passar ou de me acostumar, se for pra ser assim.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre a lua e o mundo que há em mim</title>
		<link>http://blog.janelasequintais.com.br/?p=407</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 22:08:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Olivetti 73]]></category>

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		<description><![CDATA[
Foto: http://www.fotolog.com.br/jolie_nostalgie
A lua mostrou só metade por detrás do morro. Veio me entender.
O que sinto hoje as palavras não dizem. Desde que acordei, agita-se vertiginosamente a mistura que há mim.
É que noite passada tive um pesadelo. Pesadelo é o sonho com casca e tudo, vem bruto, áspero, pesado.
Confundem-se neste dia a vontade, a raiva, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/06/blog.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-408" title="blog" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/06/blog.jpg" alt="" width="500" height="347" /></a></p>
<p>Foto: <a href="http://www.fotolog.com.br/jolie_nostalgie">http://www.fotolog.com.br/jolie_nostalgie</a></p>
<p>A lua mostrou só metade por detrás do morro. Veio me entender.</p>
<p>O que sinto hoje as palavras não dizem. Desde que acordei, agita-se vertiginosamente a mistura que há mim.</p>
<p>É que noite passada tive um pesadelo. Pesadelo é o sonho com casca e tudo, vem bruto, áspero, pesado.</p>
<p>Confundem-se neste dia a vontade, a raiva, o medo e as vergonhas. Então tive o impulso de finalmente fazer minha lista dos desejos&#8230; E mais uma vez o suprimi.</p>
<p>É tanto querer, que acaba sendo ganância. Prefiro não ter.</p>
<p>Quero é que “me deixem bicho acuado”, preciso cada vez mais de dentro de mim. Esse sim deve ser o mundo da minha busca, o mundo que há mim.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Aonde você mora? Aonde você foi morar?</title>
		<link>http://blog.janelasequintais.com.br/?p=401</link>
		<comments>http://blog.janelasequintais.com.br/?p=401#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 01:45:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Olivetti 73]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.janelasequintais.com.br/?p=401</guid>
		<description><![CDATA[
Mudar-se da casa dos pais é perder a referência. E não apenas isso. É sermos obrigados a construir novos parâmetros, a nos deparar com a mais pura essência do que somos ou, ao menos, do que achávamos ser até então. Sem filtros, sem colher de chá.
No aconchego de sob as asas paternas (que muitas vezes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Casa.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-402" title="Casa" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Casa.png" alt="" width="400" height="302" /></a></p>
<p>Mudar-se da casa dos pais é perder a referência. E não apenas isso. É sermos obrigados a construir novos parâmetros, a nos deparar com a mais pura essência do que somos ou, ao menos, do que achávamos ser até então. Sem filtros, sem colher de chá.</p>
<p>No aconchego de sob as asas paternas (que muitas vezes tomamos como aprisionamento), tudo, em menor ou maior grau, é previsível. Saímos e voltamos todos os dias pelo mesmo caminho, conhecido e seguro. Sabemos onde o sol bate pela manhã, a trempe do fogão que não funciona e como o vidro do porta-retrato em cima da mesinha se partiu. Mais ainda, sabemos exatamente que conselhos receberemos em cada situação e quais serão as reações diante de cada atitude nossa. Isso, embora não tenhamos consciência, é a bússola que nos guia em cada decisão tomada sob aquele teto.</p>
<p>Ali, sabemos a história de todas as pessoas e objetos, testemunhas da nossa vida que cumprem, diariamente, a função de nos contar a nossa própria história.</p>
<p>Mas com o movimento natural da existência, chega o momento de quebramos a casca do ovo. Hora de romper o invólucro que delimitava até onde podíamos ir, de cruzar a linha da zona de conforto.</p>
<p>E nesse novo lugar, nos braços da tão sonhada liberdade, é que nos vemos, de fato, sós pela primeira vez. E não importa se saímos para morar sozinhos, com amigos, outros parentes, em outra cidade ou porque nos casamos. Pesa mais, muito mais, o fato de termos saído e não o motivo pelo qual o fizemos.</p>
<p>Mudar-se da casa dos pais é, literalmente, nascer de novo. É sermos arrancados do acolhimento para um lugar muito maior, mais frio e onde as luzes e os sons são assustadoramente mais intensos. A diferença é que depois que abandonamos o útero e levamos uma palmada da realidade (que nos faz chorar, provando que estamos vivos), não tem colo materno, não tem quem nos alimente ou nos ensine a ficar de pé e a dar os primeiros passos.</p>
<p>Agora é tempo de errar e lidar com reações inéditas diante de nossos erros e acertos. De não ter pra onde correr nas noites de pesadelo. É tempo de ser o que, ironicamente, nunca nos preparamos para ser: nós mesmos.</p>
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		<title>Quem é mesmo o dono de quem?</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 18:16:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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Lavras Novas (MG) &#8211; Foto: Túlio Araújo
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-395" title="2010-semana-santa-lavras-novas-3" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/04/2010-semana-santa-lavras-novas-3.jpg" alt="2010-semana-santa-lavras-novas-3" width="450" height="330" /></p>
<p>Lavras Novas (MG) &#8211; Foto: <a title="meu marido" href="http://www.tulioaraujo.com.br/blog/" target="_blank">Túlio</a> Araújo</p>
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		<title>حب Amur Love Liebe 愛 אהבה Amore</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 21:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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Amor.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-385" title="fotografia-6" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/03/fotografia-6-300x199.jpg" alt="fotografia-6" width="300" height="199" /></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Amor.</p>
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		<title>Amargo</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 14:41:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Olivetti 73]]></category>

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Foto: http://www.fotolog.com.br/cuentodepaapel/72009893
Perplexa, mais uma vez sentia na garganta o gosto de derrota e cigarro.
Outro trago e de novo a tentativa de sumir com aquele sentimento, fosse escondendo-o lá dentro, no pulmão, fosse soprando fora, bem forte, para que se dissipasse com a fumaça.
Antes envenenar-se de nicotina e acabar-se lentamente do que morrer ali sufocada pela força de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-379" title="1267121269617_f" src="http://blog.janelasequintais.com.br/wp-content/uploads/2010/03/1267121269617_f.jpg" alt="1267121269617_f" width="400" height="418" /></p>
<p>Foto: <a href="http://www.fotolog.com.br/cuentodepaapel/72009893">http://www.fotolog.com.br/cuentodepaapel/72009893</a></p>
<p>Perplexa, mais uma vez sentia na garganta o gosto de derrota e cigarro.</p>
<p>Outro trago e de novo a tentativa de sumir com aquele sentimento, fosse escondendo-o lá dentro, no pulmão, fosse soprando fora, bem forte, para que se dissipasse com a fumaça.</p>
<p>Antes envenenar-se de nicotina e acabar-se lentamente do que morrer ali sufocada pela força de sua própria fraqueza.</p>
<p>O sol a ignorou. A euforia da sexta-feira a ignorou. O som do motor foi ficando mais longe e só a esquina sobrou para testemunhar a cena chata, repetida, previsível e com cara de filme que ninguém assiste mais.</p>
<p>Dali para frente as pernas levaram o corpo inerte. A dor, acuada pelas conveniências, fez as vezes de café-da-manhã preenchendo o buraco deixado no estômago.</p>
<p>E o coração?</p>
<p>Sentou-se cansado no meio fio e lá permanece a esperar pacientemente por um reencontro.</p>
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